Fernanda Serrano

FERNANDA SERRANO

Fernanda Serrano - Vida Profissional

Em 1994 nasceu o Fashion Targets Breast Cancer, uma iniciativa da indústria da moda que tem como objectivos promover a sensibilização da população para as questões relacionadas com o cancro da mama e promover iniciativas de recolha de fundos para esta causa. O estilista Ralph Lauren criou o símbolo, um alvo, que passou a ser uma representação da luta contra esta doença um pouco por todo o mundo. Agora, O Cancro da Mama no Alvo da Moda – 2006 chega a Portugal através da Associação Laço e foram muitas as figuras públicas que se quiseram aliar a esta causa. A actriz Fernanda Serrano foi uma delas.

– Qual a importância desta campanha?
Fernanda Serrano – To­das as campanhas que não tenham fins lucrativos e que sejam objectivas, como esta, são para ser tidas em conta com a maior seriedade. Esta serve, sobretudo, para alertar as pessoas de que estas coisas não acontecem só aos outros. Há que fazer despistagem do cancro da mama desde cedo, pois esta doença afecta mulheres de todas as idades e estratos sociais. É uma situação que deve ser encarada com bastante seriedade, embora com calma. Mas o primeiro passo é sempre o nosso. E se não tivermos essa consciência e não nos policiarmos, torna-se mais difícil.

– E a Fernanda tem algumas precauções, faz esse policiamento?
– Tenho, mas acho sempre que nunca é suficiente. Nós tentamos serenar-nos por termos o mínimo cuidado, mas só devíamos descansar se tivéssemos o máximo. Eu tenho o maior cuidado, até porque sou uma pessoa de risco. Na minha família há bastantes casos de cancro da mama e isso faz-me ficar muito mais alerta. Mas calculo que as pessoas que não são de risco não estejam tão empenhadas em fazer a despistagem do cancro da mama.

– Tem cuidados com a sua saúde?
– Sim, tenho a noção de que sou um ser humano, e que devemos estar atentos, fazer análises e exames com regularidade e tudo o que estiver ao nosso alcance para podermos estar mais tranquilos. Mas passei a ter maior atenção depois de ser mãe.

– Porque tem mais receio de que alguma coisa lhe aconteça?
– Sim, acho que é normal. A partir do momento em que temos outro ser directamente dependente de nós, passamos a sentir que somos ainda mais importante para essas pessoas. E temos de estar bem para estarmos presente em todos os momentos.

– Sendo uma figura pública, preocupa-se com o que os outros pensam de si?
– Preocupo-me sobretudo com o que as pessoas que eu amo pensam de mim, só essas me interessam. As outras nem me lembro de que existem. Mas desilude-me e aborrece-me que as pessoas confundam simpatia e boa disposição, que felizmente eu tenho aos quilos, com ingenuidade e abusem da minha confiança. Mas com calma tudo se consegue, e aos 30 anos as mulheres são muito mais seguras.

– É uma pessoa confiante e segura de si? Acha que isso tem a ver com a idade?
– Sou cada vez mais. Acho que tem a ver com a idade, mas também com a personalidade, a formação, os valores que temos e a nossa experiência de vida.

– Alguma vez duvidou das suas capacidades?
– Em todos os trabalhos e projectos que tenho coloco-me essa questão. O que é bom, pois faz-me estar muito mais atenta e sempre em busca do melhor. E acho que isso produz uma constante melhoria. Preocupar-me-ei um dia em que não me questione sobre isso.

– Gosta de se desafiar a si própria?
– Gosto muito, mas acho que sosseguei essa parte aventureira de alguns anos para cá. Naturalmente, não tem nada a ver com a maternidade. Acho que vivi tudo nos momentos certos, o que me faz sentir muito tranquila e realizada.

– Isso inclui correr riscos ou prefere jogar pelo seguro?
– Nessa fase em que me sentia mais aventureira acho que arrisquei um pouco, mas nunca demasiado, pois sempre dei muito valor à minha vida. Adoro viver e acho que sou muito mais útil viva. (Risos)

– O equilíbrio familiar e emocional é importante?
– Penso que para todos nós, não é? Se estivermos bem a nível pessoal e profissional, somos seres felizes. O facto de eu ser uma pessoa realizada profissionalmente e muito estável em termos familiares faz de mim uma pessoa feliz. Mas acho que isso acontece com toda a gente.

– O Santiago ainda não está na escola. Acha importante mantê-lo em casa?
– Penso que o facto de ele estar com familiares, pelo menos nos dois primeiros anos, só lhe fará bem. Porque nesta altura os bebés querem é carinho, amor, conforto, sentirem-se seguros, mimados e amados. Não vão ligar à parte da sociabilização. A partir de uma certa altura sim, é importante estar com outras crianças, mas isso acontecerá a seu tempo.

– Numa entrevista anterior disse que nasceu para ser mãe. Pensa ter mais filhos?
– Para já, não pensamos nisso. Estamos apenas a saborear estes momentos de graça.

Fernanda Serrano regresso em grande

Sempre sorridente, Fernanda Serrano chegou ao aeroporto de Lisboa depois de uma viagem de trabalho. Esteve em Angola a filmar alguns episódios da novela da TVI “Dei-te Quase Tudo”, que estreia no dia 4 de Dezembro. Aqui, a actriz é uma médica especialista em minas e armadilhas, que tem em África parte da sua actua-
ção.
Com o sentimento de missão cumprida mas com muitas saudades do filho, Santiago, voltou a casa pronta para abraçar mais um desafio. Tem motivos para estar feliz e abraça agora uma nova etapa na sua vida profissional.
Fernanda Serrano volta, assim, a fazer parte do serão dos portugueses fiéis à TVI.